HISTÓRIA
Em um reino oriental distante, havia um imponente castelo chamado Kirin. A floresta que cobria a parte de trás do castelo Kirin começou a invadir as paredes internas do castelo. As famílias nobres mais proeminentes do reino estavam discutindo as implicações desse presságio quando uma sombra começou a se infiltrar na lua cheia. Então, uma luz começou a brilhar de uma parte distante da floresta. Os nobres também notaram uma fragrância suave proveniente da floresta que cobria o castelo Kirin.

Um deles, um renomado estudioso, disse: “Este é o cheiro de uma orquídea. Não é o mais elegante dos cheiros? Este cheiro tem permeado a aldeia nas proximidades já há vários dias. Você não concorda que seria o presságio mais auspicioso, e a planta responsável por essa fragrância seria inestimável?” O rei, ouvindo a aclamação do erudito, ordenou aos seus soldados que revistassem a floresta e lhe trouxessem a fonte da fragrância. Os soldados do rei perseguiram a luz na floresta. Eles finalmente encontraram uma gloriosa flor de orquídea. Embaixo, havia uma bebê chorando sob uma manta, tão delicada e magnífica quanto a própria flor.

Logo se espalhou um rumor em que a bebê era na verdade uma deusa de orquídeas que renasceu neste reino como uma bênção do céu para o reino. Todo o reino se alegrava. Até mesmo o rei, que foi injuriado em todo o reino por sua crueldade, prometeu criar a bebê para se tornar uma protetora do reino. A criança tinha um potencial latente inimaginável. Ao conhecer a criança, muitos artistas marciais do reino queriam ensinar suas técnicas. No entanto, o rei tinha seus próprios planos para a sua educação. Ela foi ensinada a realizar danças de espadas cerimoniais em festivais e outros eventos especiais. Apesar da sua performance impecável, ela não tinha permissão para continuar com qualquer esgrima. Embora ela não fosse capaz de aprimorar seu corpo, ela foi capaz de aprimorar sua mente sob a tutela de muitos grandes sábios.

Aos 16 anos, a criança tornou-se a guardiã do santuário e assumiu muitos novos papéis. Ela fez o melhor que pôde para aconselhar o reino com sua inteligência inigualável. Ela queria colocar o reino de volta no caminho certo depois de muitos anos de governo do rei incompetente. As pessoas comuns vieram para adorá-la por isso. No entanto, havia alguém que se sentia incomodado com ela. Um homem que estava cansado de ser ofuscado pelos holofotes na guardiã do santuário. Este homem era um cortesão traiçoeiro e bajulador que chegou ao poder ganhando a confiança do rei.

Um dia, esse cortesão traiçoeiro se encontrou com o rei e sussurrou em seus ouvidos: “Por muitos anos, a orquídea representava a lealdade ao reino. Porém, essa criança de flor, resgatada pela benevolência do nosso grande rei, está agindo como se ela tivesse o direito de aconselhar e decidir o destino do seu reino. Quão ingrato e traiçoeiro seria isso?”. As palavras deste traiçoeiro alimentou os medos existentes do rei. Ele levara a criança de orquídea para tentar conquistar o apoio de seu povo e não sofrer ameaças ao seu trono. Sabendo que ela era imensamente popular entre seus súditos, o rei concordou de todo coração com os sussurros do cortesão traiçoeiro. O rei colocou a guardiã do santuário em prisão domiciliar e só permitiu que ela realizasse rituais para o santuário.

Um dia, um jovem escalou as paredes e entrou na residência da guardiã do santuário. O jovem se apresentou Yeung Reung-Hyang. Ele já era um membro da corte, mas afirmou que, um dia, ele seria a pessoa mais forte em todo o reino. Ele disse a ela: "Eu sei que você tem um grande potencial, guardiã do santuário. Qualquer um pode dizer isso assistindo às suas danças cerimoniais. Todo mundo que a vê é imediatamente cativado por suas habilidades. Você realmente quer passar o resto de seus dias apenas com seus livros? ”. A guardiã do santuário negou rápidamente. Para comemorar este encontro, Yeung presenteou a guardiã do santuário com um pano longo e resistente para amarrar seus cabelos durante o treinamento rigoroso a seguir. E assim, eles começaram o treinamento juntos sem que ninguém do reino soubesse. A guardiã do santuário, inteligente e talentosa, logo foi capaz de lutar contra Yeung, o mestre da família renomada, de igual para igual. Enquanto treinavam juntos, as habilidades de artes marciais dos ambos cresceram cada vez mais.

Com o passar dos anos, a guardiã do santuário tornou-se uma mulher graciosa e sábia e ela foi adorada ainda mais pelas pessoas do reino. Enquanto isso, as habilidades de artes marciais de Yeung atingiram um patamar que poucos conseguiram, e as notícias dele se espalharam por todo o reino, se tornando uma figura heróica para o povo. Por outro lado, a preocupação e ciúme do rei, alimentadas pelas palavras traiçoeiras do cortesão, cresciam cada vez, chegando ao ponto de procurar uma maneira de expulsar a guardiã do santuário do seu reino sem causar uma revolta popular.

Um dia, o cortesão disse ao rei: “Estou com medo, meu rei. Aquela mulher, aquela guardiã do santuário... Tenho certeza que ela está tentando conquistar seu povo para que ela possa assumir seu trono. O senhor deve comandá-la para tomar o castelo Eshi com aquele encrenqueiro Yeung. Seria uma ingenuidade acreditar que ela está reunindo o povo ao lado do rei. Devemos aproveitar a oportunidade para garantir que os dois sejam mortos. Somente dessa maneira dissiparemos definitivamente suas preocupações."

Por vários anos, o reino tem tentado tomar o castelo Eshi. No entanto, este castelo era inexpugnável. Depois que o rei deu ordens para que o castelo Eshi fosse atacado novamente, Yeung e a guardiã do santuário começaram a marchar para o castelo imediatamente. Embora achasse estranho que muito poucos recursos fossem destinados a esta expedição, ele não se atreveu a questionar as ordens do rei. Além disso, ele acreditava que, com a guardiã do santuário a seu lado, a vitória seria certa. Afinal, embora todos soubessem de sua capacidade mental, ninguém sabia das habilidades marciais dela.

Mesmo após seis dias de marcha, o castelo Eshi ainda não estava à vista. Eles acabaram em um vasto campo aberto, onde os caniços balançavam ao vento como as ondas de um mar turbulento. De repente, como se todos recebessem um sinal invisível, a vanguarda apontou as lanças para a guardiã do santuário e para Yeung. Naquele momento, Yeung percebeu... a falta de recursos, a falta de objetivos vagando sem nenhum castelo à vista... tudo fazia parte do plano maligno para deixá-los mortos. Ambos se sentiram extremamente perturbados. Não haveria problema de perder a vida para a espada de um inimigo no calor de uma batalha. Porém, morrer lutando contra seus próprios conterrâneos, aquelas mesmas pessoas que acreditavam ser seus companheiros, não era o que eles esperavam. Os soldados de vanguarda não temiam Yeung nem a guardiã do santuário e, sob efeito de drogas, avançaram com suas lanças. Quando Yeung e a guardiã do santuário pararam, chocados com ataque os próprios aliados, os próprios homens de Yeung lutaram para protegê-los contra os soldados de vanguarda. Ao assistir seus homens caindo um após outro, Yeung não pôde deixar de gritar de dor e tristeza. Ele pegou uma das armas de seus homens caídos e começou a atacar, vingando a morte deles. No entanto, ele estava em grande desvantagem.

Quando estava prestes a desistir, Yeung viu um Pêndulo Crescente rodopiando e mutilando os soldados atacantes.

Era a guardiã do santuário. Ela tinha o Pêndulo Crescente em uma extremidade e uma espada na outra extremidade do pedaço de pano que Yeung deu a ela há muitos anos. Com essa estranha engenhoca, ela cortava seus inimigos em uma exibição elegante de artes marciais nunca vista antes.

Ela aparentemente manteve essa habilidade em segredo até mesmo de Yeung. Ele se perguntou... Quantas incontáveis ​​horas, até anos, foram dedicadas para aperfeiçoar essa arte mortal? Assistindo-a lutar, Yeung sentiu uma onda renovada de energia dentro do seu corpo. Se ela não desistiu ainda, ele também não poderia desistir.

Finalmente, o último soldado traiçoeiro caiu. O campo estava coberto de sangue, mas, apesar da carnificina em volta de Yeung e da guardiã do santuário, eles sentiam o cheiro de uma forte fragrância de orquídeas.

Yeung, respirando pesadamente e apoiando-se em sua espada, disse à guardiã do santuário: “Você deve sair daqui... e ir para o oeste. Se você voltar para o reino agora... eles encontrarão outra maneira de... tentar... matar você. Então vá para o oeste... e continue treinando. Talvez um dia... quando você for forte o suficiente... você poderá voltar para casa... mas agora... você tem que partir.

A guardiã do santuário ficou confusa com as frases de Yeung e tentou segurar sua mão. No entanto, Yeung a afastou. A guardiã do santuário foi então surpreendida por uma espada perfurando o peito de Yeung. Ela entendeu então o que Yeung estava tentando dizer a ela. Quando Yeung viu que a guardiã do santuário estava prestes a derramar lágrimas, ele tentou consolá-la.

“Não há nada... para ficar triste. Eu sempre estarei com você... em espírito. Toda vez que você treina... será como se... eu estivesse do seu lado. Então, por favor... não fique assim...” Com essas últimas palavras, Yeung morreu nos braços da guardiã. As palavras ecoavam em sua cabeça. Yeung era inteligente e destemido, e não era assim que ela imaginava que sua vida terminaria.

Depois que ela o enterrou, ela se viu incapaz de deixar o seu corpo. Ela pensou em sua vida, em porque foi mantida isolada em sua casa. Não queria voltar para aquela vida. Ela não queria se tornar uma sábia anciã também, vivendo a vida através de livros. Ela havia lutado e matado. Era uma guerreira agora. Ela havia perdido sua pessoa mais querida, mas sua história havia apenas começado.

Assim, a guardiã do santuário prometeu a si mesma. Ela irá para o oeste e continuará treinando. E um dia, ela será forte o suficiente para voltar para seu reino e enfrentar aqueles que os traíram. De agora em diante, ela será a protetora dos fracos e a aniquiladora do mal.